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11/07/2014 | Portal do PSDB na Câmara

Para Otavio Leite, Dilma é oportunista ao defender renovação do futebol só após eliminação na Copa

Por Alessandra Galvão

Após a derrota da seleção brasileira para a Alemanha, o governo federal resolveu defender a reformulação da gestão do futebol no país. Na avaliação do deputado Otavio Leite (RJ), a atitude é oportunista. A presidente Dilma Rousseff sugeriu uma “renovação” do esporte depois do placar de 7 X 1. Por trás da propaganda, no entanto, o PT trava a votação do Proforte na Câmara. Relatada pelo tucano, a proposta sugere, entre outros pontos, o refinanciamento das dívidas de clubes em troca de ações de modernização.

Para o tucano, o resultado “trágico” revela que o esporte precisa de mudanças. Segundo ele, há anos o futebol passa por sucessivas crises e não obteve do governo federal nenhum tipo de sugestão, encaminhamento, solução ou debate. “É muito curioso a essa altura do campeonato a presidente dizer que é preciso reformular o futebol. É muito oportunismo da parte dela”, enfatizou.

A proposta de Otavio Leite cria a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. O texto estabelece punições para aqueles que não prestarem contas ou atrasarem salários de atletas e funcionários. A proposta foi aprovada em maio pela comissão especial. Desde então, o texto aguarda votação no plenário da Câmara. Diante do vexame da seleção na Copa e da polêmica gerada, a expectativa do deputado é que o Proforte seja aprovado em breve.

“Não sei se repetiremos na história esse ambiente tão oportuno para que possamos mexer nas estruturas do desporto brasileiro”, declarou. “Não faz sentido o governo obstruir essa proposta tão importante para o país”, completou.

Em entrevista à rede de TV americana CNN, Dilma reivindicou mudanças para evitar a migração precoce de jogadores para clubes estrangeiros. A petista disse que não acredita que a eliminação do Brasil na final da Copa resulte em uma piora no humor nacional a longo prazo.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, por sua vez, citou o projeto do deputado do PSDB. Para o tucano, não basta o apoio apenas do ministro. “É preciso que o governo seja a favor. É a hora de ultrapassarmos todas essas dificuldades políticas e realmente permitirmos que o país tenha uma saída para o atoleiro em que os clubes se encontram, fixando novos parâmetros de gestão transparente e fiscal adequados para todas as agremiações de futebol do país”, concluiu.