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06/12/2003 | Jornal O Dia

Paralisada dragagem de lagoas de Jacarepaguá

As atividades de despoluição da Lagoa da Tijuca, na Barra, estão paralisadas. Quatro meses após o Governo do estado prometer que o complexo lagunar de Jacarepaguá seria totalmente despoluído em dois anos, não há no local sinal de trabalho, nem do equipamento que deveria estar dragando e retirando os detritos da água.

Segundo a Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla), as obras foram interrompidas quinta-feira, devido a problemas na draga que limpa a lagoa. De acordo com a Serla, as atividades serão retomadas segunda-feira, e o prazo para o término da despoluição continua mantido.

Ontem, o biólogo Mário Moscatelli e os deputados estaduais Carlos Minc (PT) e Otavio Leite (PSDB) foram de barco ver a situação das lagoas. “Não existe dragagem. O que se vê é muita sujeira, assoreamento e o sistema de tubulações completamente abandonado”, disse Minc.

Segundo ele, a forma como a dragagem estava sendo realizada pode degradar ainda mais o ecossistema. “Há o perigo de a argila acumulada no fundo da laguna estar contaminada por metais pesados. É preciso que seja verificado o grau de contaminação desses sedimentos para que não ocorra um desastre ainda maior”, afirmou.

O grupo constatou ainda a construção de casas na beira da lagoa – mais um fator que contribui para a degradação. “Há até criações de porcos”, indignou-se Moscatelli. Os deputados pretendem enviar ofício especial à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e à Serla, cobrando soluções e alertando sobre os problemas na região.