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19/10/2013 | Revista Istoé Dinheiro

Parlamentar defende criação de novas bolsas de valores

Por Luiz Gustavo

Tirar as pequenas e médias empresas do ostracismo em relação ao mercado de capitais. Esse é o escopo de um projeto apresentado pelo deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) na quinta-feira 10 na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

A intenção é facilitar o acesso dessas companhias por meio de medidas como a criação de segmentos específicos de negociação para ações de empresas menores, e a isenção fiscal para os investidores que comprarem esses papéis.

Denominado “Brasil Competitivo”, o plano visa permitir que empresas com faturamento de até R$ 400 milhões possam captar até R$ 250 milhões por meio da emissão de ações. “Precisamos destravar o mercado de capitais para as pequenas e médias”, diz Leite. “Não é possível que uma economia como a nossa tenha apenas 350 empresas listadas.”

Um estudo da Oxford University apresentado às lideranças da Bolsa no início deste ano, confirma a tese de Leite. Pelo estudo, o Brasil é o pais com a pior relação entre valor de mercado e número de empresas listadas.

Países com economias muito menores, como o Chile, contam com 515 empresas negociadas em bolsa. A Indonésia possui 452 empresas listadas, mesmo que o valor total do mercado, conhecido como capitalização, seja inferior à cifra brasileira. Esse fenômeno é explicado pela concentração do mercado, no qual apenas grandes empresas aparecem para oferecer fatias de seu capital aos investidores.

Leite incluiu no texto original a criação de segmentos de listagem e até mesmo bolsas específicas destinadas a receber valores emitidos pelas pequenas e médias. “A não existência de outras bolsas acontece pela falta de atitude do governo em estimular a atividade econômica”, diz Leite. “Parece que o governo não reconhece que a expansão das atividades das empresas também passa pelo aporte de capital.”