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05/11/2006 | Jornal O Globo

Partidos já articulam nomes de olho na eleição de 2008

No Rio, Benedita e Conde despontam como pré-candidatos

Passada a ressaca de derrotas e vitórias, os partidos já começam a articular nomes e possíveis alianças para as eleições municipais de 2008. Nas principais legendas, há pré-candidatos cotados para a corrida à prefeitura do Rio daqui a quatro anos. No PMDB, Luiz Paulo Conde não esconde que pretende disputar. No PT, a ex-governadora Benedita da Silva é uma das cotadas. Mas o partido não descarta a reedição da parceria com Jandira Feghali, que concorreu em 2004 e teve mais de dois milhões de votos para o Senado este ano. Nem uma aliança com a ´frente popular´ que apoiou o governador eleito Sérgio Cabral, do PMDB.

O PMDB largou na frente e realiza hoje convenções zonais para escolher os dirigentes que terão direito a voto na convenção que escolherá os candidatos a prefeito em 2008. O deputado estadual reeleito Jorge Picciani, presidente da Assembléia Legislativa, diz que, embora seja cedo para se pensar em 2008, o partido já tem, pelo menos, Conde como pré-candidato:

- Conde tem demonstrado todo o interesse. Ele não esconde isso e diz que já está até entrando em forma para enfrentar a maratona eleitoral.

Já o presidente estadual do PT, Alberto Cantalice, cita a ex-governadora como um possíveis nomes do partido para 2008. Benedita, que queria disputar o Senado mas foi preterida pela legenda, que resolveu apoiar Jandira, costurou alianças para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio.

- No PT, temos várias opções, como Benedita e Vladimir (Palmeira, candidato derrotado ao governo do Rio). Tem gente que fala em Jandira - diz Cantalice.

- Estou a serviço do PT. Se tem a possibilidade, eu vou. Não pendurei meus sapatos - completa Benedita.

O prefeito Cesar Maia já testa nomes no PFL para substituí-lo no Palácio da Cidade. Antes mesmo de a eleição terminar, ele contratou uma pesquisa que incluía os pefelistas Índio da Costa, Solange Amaral e Eider Dantas. O desempenho abaixo do esperado da candidata derrotada do PPS ao governo do Rio, Denise Frossard, praticamente inviabilizou uma nova parceria PPS-PFL para 2008.

- O PPS liderou o processo em 2006 e o PFL vai liderar em 2008. O acordo foi esse - disse o prefeito.

Políticos de fora de olho na prefeitura de Niterói

Já o deputado estadual André Correia (PPS) disse que Frossard ganhou um patrimônio político que não se pode desprezar em 2008.

No PDT, Carlos Lupi diz que ainda é cedo, mas citou os nomes dos deputados Brizola Neto e Paulo Ramos como possíveis candidatos. No PSDB, Luiz Paulo Corrêa da Rocha disse que ninguém será descartado, e citou o vice-prefeito Otavio Leite, Eduardo Paes e ele próprio.

Em Niterói, onde as projeções indicam aumento de arrecadação nos próximos anos por conta, principalmente, dos royalties do petróleo e da instalação do complexo petroquímico na região, a corrida à Prefeitura promete ser acirrada. Além dos grupos políticos tradicionais da cidade, divididos entre PT, PDT e PPS, há ainda gente de fora interessada na disputa.

Um dos nomes comentados na cidade é o do deputado federal Rodrigo Maia (PFL), filho do prefeito do Rio, Cesar Maia. Ele diz que os acordos para 2008 ainda serão discutidos, mas não nega o interesse na cidade. Segundo ele, as conversas terão como mote a permanência da aliança PFL-PPS, cujo presidente regional, Comte Bittencourt - eleito deputado estadual e vice do atual prefeito, Godofredo Pinto, do PT -, é forte aspirante ao cargo.

Mas há quem já atravessou a Baía de Guanabara de olho na disputa: o secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, do PMDB, mudou-se para a cidade este ano com a intenção de concorrer à prefeitura. Mas a sua candidatura passa pelo acordo entre o partido do governador eleito Sérgio Cabral e o prefeito Godofredo Pinto, do PT. Em troca do apoio dado no segundo turno a Cabral, que perdeu na cidade no primeiro turno, o grupo do petista teria ao seu lado, em 2008, o PMDB, que hoje faz oposição ao governo.

Outro nome é o do ex-prefeito Jorge Roberto Silveira, do PDT. Ele, que há tempos vinha se mantendo, publicamente, distante do cenário político, reapareceu na reta final desta