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02/10/2011 | Jornal O Dia

Partidos caçam celebridades

Por Damaris Giuliana e Rozane Monteiro

Rio - A corrida por nomes que possam ampliar as bancadas na Câmara de Vereadores em 2012 está intensa. Os partidos só podem aceitar filiações até a sexta-feira e, por isso, fervem as negociações. O próximo mandato será ainda mais atraente por abranger Copa e Olimpíada. “Foi aberta a temporada de caça a candidatos a vereador”, declara o deputado federal Otavio Leite (PSDB).

Ele avalia que esta última semana é um período de muita “vulnerabilidade” e esconde o jogo sobre os “puxadores de votos”. O deputado levou para o partido, em agosto, o carnavalesco Paulo Barros, da Unidos da Tijuca. Agora, negocia com um esportista e um artista da MPB. Dúvida é a permanência da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, assediada pelo PMDB.

O partido do prefeito Eduardo Paes, por sinal, reforçou seu jogo com o presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção, e o ex-jogador do Vasco Valdir Bigode. Outro titular será Tulio Maravilha, hoje no Bonsucesso. A ex-paquita Cátia Paganote vai tentar atrair os ‘baixinhos’ da década de 1980. A expectativa é fazer 15 vereadores.

Outro que aposta nas celebridades é o PCdoB. Segundo o secretário estadual de organização da legenda, Uirtz Sérvulo, o partido negocia com figuras do futebol, do vôlei, do atletismo e do samba.

Já o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso (PSB), pretende causar “frisson” com uma candidatura feminina. Ele já atraiu para o partido, no mês passado, o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão e o pianista Arthur Moreira Lima.

Cultura também será o chamariz do PR, que não revela o seu ‘puxador’. Segundo a deputada estadual Clarissa Garotinho, “há muita pressão sobre os candidatos”.

Com desejo de eleger dez vereadores, o nome mais forte do DEM ainda é o do ex-prefeito Cesar Maia. Índio da Costa, hoje no PSD, não deve concorrer. Derrotado como vice de José Serra à presidência, afirma que sua função será só identificar candidatos.

Legenda que busca voto ideológico descarta as candidaturas de ocasião

Na contramão da tendência de busca por celebridades, alguns partidos acreditam no sucesso de candidaturas ideológicas. Nessa linha estão, por exemplo, PT e PV. Com eleitores mais fiéis, dizem pretender atrair filiações — e votos — com base em seus programas. “Não é do perfil do partido correr atrás do jogador de futebol de plantão”, diz a vereadora Sonia Rabello (PV).

A legenda pretende passar de três para cinco vereadores. Para isso, aposta todas as fichas no seu ‘puxador’ mais tradicional: Fernando Gabeira. Ele não confirma ser candidato, mas, para Sonia, tem “um dever cívico com o partido”.

O PT quer ampliar a bancada e reeleger o quadro atual, exceto Adilson Pires, que articula para ser o vice na chapa de Eduardo Paes.