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22/11/2004 | Jornal Tribuna da Imprensa

PFL lança Cesar Maia em dezembro

No tabuleiro do jogo político, as primeiras peças começam a ser mexidas para a eleição presidencial de 2006. O prefeito reeleito do Rio, Cesar Maia (PFL), anunciou ontem, no apartamento do presidente regional do PSDB, o ex-governador Marcello Alencar, que o partido oficializará em dezembro o lançamento do seu nome à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão final, no entanto, só será tomada a partir de março de 2006.

Maia, inclusive, pode se transformar num coringa para a Frente Liberal, podendo ter três outras possibilidades: de se tornar candidato a vice-presidente numa coligação de seu partido com outras siglas, concorrer ao governo do Estado ou permanecer no cargo de prefeito. Tudo dependerá de as pesquisas de opinião lhe serem favoráveis, que o apontem como um nome forte para a sucessão de Lula ou ao governo estadual.

Maia prepara o terreno para as duas possibilidades e anunciou que seu vice-prefeito eleito, o deputado estadual Otavio Leite (PSDB), terá uma participação mais efetiva no governo carioca, ficando sob sua subordinação as secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Meio Ambiente, dando assim os primeiros passos assumir a Prefeitura em abril de 2006, agindo desde já como um ´co-prefeito´.

O prefeito anunciou também que estará começando, dentro de alguns dias, uma maratona pelos País que tem como meta dar maior visibilidade à sua figura em nível nacional. A maratona começa por Salvador, nos próximos dias. ´Pretendo continuar como prefeito.

Mas no tempo que dispunha para ler, estudar ou navegar na internet, estarei entrando em contato e viajando. Trabalho 20 horas por dia, por incrível que pareça. Durmo muito pouco. Além disso, estarei descentralizando o trabalho na Prefeitura. Por mês, assino, em média, mil processos, o que corresponde a 50 por dia útil. Com esta medida de descentralização, passarei a assinar 300´, calcula.

Maia explicou o porquê de ter aceitado que seu nome seja lançado à sucessão de Lula, já que durante a campanha inteira deste ano ele dizia que seu único desejo era continuar como prefeito.

´Quando se vê que o Rio não tem nenhuma nomeação no primeiro escalão do governo Lula, não se pode omitir uma candidatura carioca. Contudo, caso saia mesmo da Prefeitura, a população poderá ter a certeza de que as políticas públicas implantadas na minha administração terão continuidade. Inclusive os secretários continuarão os mesmos´, garantiu.

As secretarias não mudam, mas o prefeito anunciou que enviou uma proposta para a Câmara de Vereadores para a criação de três outras subsecretarias na área da Saúde: planejamento, relação institucional e gestão administrativa e financeira.

Sobre a possibilidade de seu filho, o deputado federal Rodrigo Maia (PFL-RJ) ser lançado como candidato ao governo do Estado daqui há dois anos, o prefeito diz que seu nome é mais um que poderá ser cogitado. ´Ele ou qualquer outro poderá concorrer à cadeira de governador. No PFL temos vários nomes´, disse.