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07/03/2012 | Portal G1

Plenário da Câmara pode votar Lei Geral da Copa nesta quarta

Por Nathalia Passarinho

O plenário da Câmara dos Deputados pode votar nesta quarta-feira (7) o projeto da Lei Geral da Copa, que prevê regras para a realização da competição no Brasil e foi aprovada em comissão especial na terça.

O presidente da Câmara, Marco Maia, disse na manhã desta quarta que a confirmação do tema na pauta, no entanto, só sairá ao longo do dia.

Nesta terça, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que o governo quer a votação do projeto no plenário da Casa na tarde desta quarta.

Votação na comissão especial

A comissão especial da Câmara aprovou o texto-base novamente e rejeitou apenas um dos dez destaques (propostas de alteração) apresentados. Os dois destaques mais polêmicos, que pediam a proibição da comercialização de bebidas alcoolicas nos estádios durante a Copa, foram rejeitados. Um outro destaque, que pedia a votação em separado da questão das bebidas alcoolicas, também foi recusado. Também foi preservado o item da lei que assegura meia-entrada para idosos.

Após votação no plenário da Câmara, a proposta será enviada ao Senado, onde o rito de tramitação nas comissões ainda será definido.

Presidente da Fifa pede desculpas e quer reunião com Dilma

Antes de concluir a votação dos destaques, a comissão teve de aprovar novamente o texto-base da lei, de autoria do relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP). O texto-base tinha sido aprovado na comissão na última terça (28), mas a votação foi anulada porque ocorreu simultaneamente a uma sessão deliberativa do plenário da Casa, o que não é permitido pelo regimento interno.

A anulação foi responsável por deflagrar uma crise com a Fifa depois que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, declarou, segundo tradução das agências de notícias, que o Brasil precisava de um "chute no traseiro" devido à demora para a aprovação da Lei da Copa. Depois, Valcke e o próprio presidente da Fifa, Joseph Blatter, pediram desculpas pelo episódio.

Durante a votação dos destaques, os deputados criticaram a declaração de Valcke. "Todos sabemos que há atrasos, e que sugerem indignações, elas são razoáveis. Mas não é de hoje que o senhor Valcke se manifesta de forma arrogante", afirmou o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ).