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27/01/2014 | Portal do PSDB na Câmara

Porto em Cuba: 'Na prática, os petistas retiram dinheiro do Brasil para financiar investimentos em outros países'

Por Gabriel Garcia

Financiamento de porto em Cuba com dinheiro do BNDES é cortesia com chapéu alheio

Deputados tucanos definiram como incoerente o financiamento do porto de Mariel, em Cuba, com dinheiro do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Após pedir a investidores internacionais para injetarem recursos no Brasil, durante discurso em Davos, na Suíça, a presidente Dilma Rousseff desembarcou nesta segunda-feira (27) na ilha para inaugurar o moderno terminal de Mariel, enquanto a infraestrutura nacional continua caótica, com portos e aeroportos saturados e estradas esburacadas.

“O discurso é um e a prática é outra”, criticou o líder do PSDB na Câmara para 2014, Antonio Imbassahy (BA). “O valor é 15 vezes maior do que o governo federal aplicou nos terminais brasileiros em 2013.” De acordo com a revista “Veja”, a obra é de fazer inveja a qualquer exportador brasileiro e de deixar os mais ricos visitantes de Davos de boca aberta. Foram aportados simplesmente 682 milhões de dólares na reforma e na ampliação do porto.

“Na Suíça, a presidente faz um discurso pedindo para que venham investir no Brasil. Na prática, os petistas retiram dinheiro do Brasil para financiar investimentos em outros países. Realmente chama muita atenção”, alertou o deputado Otavio Leite (RJ). Segundo ele, é evidente o desperdício de verba pública. “Chamou atenção ainda, na jornada europeia da presidente, o pit stop em Portugal regado a vinhos caríssimos”, condenou.

Na opinião de Raimundo Gomes de Matos (CE), as administrações do PT brincam com o recurso suado do brasileiro. “A presidente Dilma e o ex-presidente Lula gostam de fazer cortesia com o chapéu alheio. É um desrespeito o financiamento do porto em Cuba”, disse. No Nordeste, a população bebe água com parasita de carro-pipa. “Porque a presidente não fez a transposição do São Francisco”, acrescentou.

Em Davos, na tentativa de seduzir o capital estrangeiro, Dilma declarou que o Brasil é uma das mais amplas fronteiras de oportunidades de negócios. Condicionou o futuro do país à capacidade de atrair parceiros privados. “A Dilma realista, comandante de um país com a infraestrutura por fazer, não orna com a Dilma que festeja o desperdício em Cuba”, disse o colunista Josias de Souza.

Para piorar, a operação foi feita sem a devida transparência. Em meados de 2012, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, decretou que o contrato para o financiamento do Porto de Mariel será confidencial até 2027. Ou seja, o contribuinte brasileiro não tem o direito de saber em que condições a transação ocorreu.

Gomes de Matos considerou o sigilo como novo artifício do governo federal para camuflar os dados. “Precisamos refletir para dar um basta neste desmando que o Brasil vem vivendo. É manobra de todo tipo. É manobra para garantir o superávit primário, é a questão das obras da Copa que não vão sair”, lamentou.

O presidente do PSDB em Minas Gerais, Marcus Pestana (MG), divulgou nota afirmando que os objetivos do BNDES estão sendo desvirtuados. “Passamos a ser guiados agora pelos laços ideológicos que historicamente unem os petistas a uma das derradeiras ditaduras do planeta. Não nos surpreende que haja comunhão de ideário entre uns e outros, mas isso não pode ser custeado pelo dinheiro público que pertence aos brasileiros”, completou.

Para o primeiro secretário da Mesa Diretora da Câmara, Márcio Bittar (AC), o governo federal faz em Cuba aquilo que não consegue no Brasil. “É o suor dos brasileiros financiando ditadura na América Central”, reprovou.