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07/06/2016 | PSDB na Câmara

'É preciso retomar obras paradas do Comperj'

Para Otavio Leite, é preciso retomar obras paradas do Comperj

Por Ana Maria Mejia

A retomada das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) é essencial para a reestruturação financeira da Petrobras. Para esta retomada, a empresa depende de parceiros na iniciativa privada. Atualmente, 86% da Unidade de Refino Trem 1 está concluída, num investimento total de aproximadamente US$ 14 bilhões, contabilizados todos os investimentos desde o início do projeto em 2004. A unidade terá capacidade de refinar 165 mil barris/dia. Já a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) tem 36% da obra pronta ao custo entre R$ 400 e R$ 500 milhões. O valor total alcança R$ 2 bilhões.

Durante reunião de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, realizada a pedido do deputado Otavio Leite (RJ), o gerente geral de Implantação de Empreendimentos de transformação física do gás da Petrobras, Frederico Doher Nogueira, afirmou que a estatal está buscando parceiros para concluir a obra, hoje reduzida a Unidade de Refino Trem 1 e a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN).

“É uma obra fundamental para a saúde financeira da Petrobras”, disse Nogueira, profissional que atua há 28 anos na estatal e hoje coordena a planta de processamento de gás, dentro do Comperj. Segundo Nogueira, o contrato da UPGN assinado em 2013 para produzir 21 milhões de barris de gás está paralisado desde o segundo semestre do ano passado. Ele explicou que o consórcio Queiroz/Galvão/Iesa Óleo e Gás abandonou a obra e, em seguida, entrou com uma ação ordinária contra a Petrobras.

Para o deputado Otavio Leite, com essas informações, o Parlamento pode buscar alternativas. “Não podemos ficar parados, chorando. É preciso retomar, pois para o Estado e municípios que compõem a região é uma obra essencial”, afirmou. A intenção da Petrobras é retomar o processo de licitação da UPGN ainda este ano.

O parlamentar ficou satisfeito em saber que já existe um contrato para preservação das unidades prontas e dos equipamentos. Assinado este ano, o contrato tem custo entre R$ 14 a R$ 15 milhões/ano.

De acordo com o gerente geral do Comperj, Walter Shimura, depois da “tempestade perfeita” que se abateu sobre a estatal com a desvalorização do Brent (petróleo bruto), a subida do dólar e a operação Lava Jato, a empresa passa por uma reestruturação com uma governança mais robusta.

Ele afirma que as Obras de Utilidades – estação para produção de água industrial, linhas de transmissão de energia elétrica e unidade para produção de vapor – estão em andamento. Os recursos para a conclusão dessas obras estão contemplados no Plano de Negócio 2015/2019.