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08/12/2005 | Ascom Dep. Otavio Leite

Prefeituras do Rio e SP pedem financiamento ao Banco Mundial

As Prefeituras do Rio de Janeiro e de São Paulo formalizaram, em 7/12, a entrega de carta conjunta ao Banco Mundial na qual sugerem à instituição a criação de linhas de crédito para financiamento de programas e atividades para inclusão da pessoa com deficiência nas áreas de acessibilidade, educação e cultura, saúde e trabalho. A audiência ocorreu em Brasília.

No documento, os municípios defendem que é preciso expandir as ações de governo e que idéias bem executadas necessitam de patrocínios, e, portanto, mais recursos. Além de beneficiar as duas cidades, os novos projetos vão gerar maior participação das pessoas com deficiência na sociedade. O que se constitui, do ponto de vista filosófico, também a valorização da diversidade humana.

Dados do Censo IBGE de 2000 apontam que esse segmento representa cerca de 14,5% da população brasileira, sendo que para o Estado do Rio de Janeiro identificou-se uma massa de 2,1 milhões, ou seja, 14,8% do total da população é portadora de alguma deficiência. Desses, 1,3 milhão estão em idade para trabalhar. No entanto, a média de aproveitamento das pessoas com deficiência está em apenas 6,5%, de acordo com estatísticas atuais do Ministério de Trabalho.

Já no Estado de São Paulo, as pessoas que têm alguma deficiência somam mais de 4,2 milhões de cidadãos. Só a cidade de São Paulo, ainda segundo o censo, abriga 1 milhão dessas pessoas. Se juntarmos a esses números as pessoas que tem mobilidade reduzida, como no caso de idosos, somaremos mais 1 milhão de pessoas a este montante.