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21/10/2010 | Diário do Turismo

Programa de Turismo é entregue para oposição do governo Lula

Por Paulo Atzingen

Um diagnóstico do turismo nacional com indicadores econômicos e estatísticos dos últimos 10 anos, um cronograma plurianual de metas, sugestões para captar mais turistas estrangeiros e sairmos dos medíocres 5.4 milhões; essas seriam as principais diretrizes do Turismo no Brasil 2011-2014, entregue nesta quarta-feira (21), durante o Congresso ABAV 2010 a Caio Carvalho, representante do candidato José Serra à presidência da República.

Boa parte dos conselheiros, representantes que compõem o Fornatur – Fórum Nacional de Turismo prestigiaram o evento.

De acordo com Nilde Brum, presidente do Fornatur, o documento é uma construção conjunta de todos os segmentos. “Neste documento não só apresentamos as ações que já foram feitas, mas as nossas expectativas para o turismo nos próximos anos. O documento retrata a vontade dos secretários de Turismo de todos os estados”, disse Nilde Brum.

Para Otavio Leite, deputado federal que tem projetos na esfera do turismo sistentável, a economia do turismo deveria produzir uma discussão mais séria e de forma suprapartidária. “O Turismo deve ser discutido, como também nos outros setores, como uma causa de estado, uma instância superior”.

Para Caio, esse documento é fruto de um trabalho iniciado lá atrás, em 2002, quando transmitiu sua a experiência do trabalho na Embratur ao primeiro ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia. “Todo mundo colocou o seu tijolo; o próprio Miguel Colassuono (ex-presidente da Embratur entre 1980–1985), transformou o turismo em grande força econômica do País, estabelecendo um novo sistema tarifário na formação de "pacotes turísticos"", disse Caio.

“A questão hoje não é criticar, mas abraçar a causa. O setor público desenvolveu mecanismos mais aperfeiçoados que o setor privado, é preciso concordar com o que o Kaká (Carlos Amorim Ferreira, presidente da ABAV) falou anteriormente. Ficou melhor, mas é possível ficar melhor ainda”, disse Caio.

“Serra tem dito: 'o que é bom deve continuar', no entanto é preciso muita atenção a alguns aspectos como a infra-estrutura, em especial a questão dos aeroportos, que para mim é o principal gargalo do país e, consequentemente, para o turismo”, disse Caio.

“Nós temos muito o que conquistar sim, seja com o Serra ou seja com a Dilma”, contemporizou.

Na foto: Caio Carvalho, Carlos Amorim (presidente da ABAV), Nilde Brum (presidente do Fornatur) e Otavio Leite (deputado federal).