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11/03/2015 | Jornal O Globo

PSDB cauteloso com radicalização nas redes sociais

A oposição está registrando, nas redes sociais, uma forte cobrança pela radicalização política contra o governo Dilma. A despeito disso, seus líderes, sobretudo no PSDB, avaliam que não devem se precipitar e se integrar ou liderar um movimento pelo impeachment.

Os partidos de oposição vão se reunir no final da tarde para adotar uma posição conjunta sobre as manifestações que estão sendo convocadas para o próximo domingo, dia 15. A tendência de seus integrantes é adotar a linha decidida pelo PSDB, agora pela manhã, de apoiar o protesto, participar do movimento mas sem endossar a palavra de ordem "impeachment já". O encontro contará com a presença de dirigentes e líderes do PSDB, do DEM, do PSB e do PPS.

-- Vamos adotar uma posição comum. Não nos manifestaremos a favor do impeachment. O dia 15 é um movimento da sociedade e respeitamos esta manifestação de indignação. O DEM não estimula nem retira qualquer tipo de apoio. O protesto não tem cunho partidário -- afirma o presidente do DEM, José Agripino (RN). 

Hoje pela manhã, a Executiva do PSDB divulgou nota apoiando e convocando seus militantes e setores organizados ligados ao partido para participarem das manifestações do dia 15 de março. Mas o presidente tucano, o senador Aécio Neves, adiantou que não participará dos protestos para não ser atacado sob o argumento de que ele está patrocinando um terceiro turno das eleições. A despeito do apoio de uma parte do PSDB, o partido não colocou o impeachment em sua agenda.

- O partido vai participar, pois não podemos ficar dessintonizado com as ruas. Mas vamos com cautela - diz o deputado Otavio Leite (RJ).