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09/12/2010 | Portal G1

PSDB critica formação de blocos e sugere PT na Presidência da Câmara

Por Eduardo Bresciani

O PSDB reuniu sua bancada de deputados atuais e eleitos para a próxima legislatura nesta quinta-feira (9) e defendeu o princípio da proporcionalidade para a formação da próxima Mesa Diretora da Câmara – o que daria ao PT a presidência da Casa.

O líder do partido, João Almeida (BA), criticou a possibilidade de formação de blocos para se conquistar cargos na Mesa e sugeriu que o natural é o PT ficar com o comando da Câmara por ter feito a maior bancada. Se for respeitada a proporcionalidade, o PSDB poderá ficar com a primeira vice-presidência ou a primeira secretaria da Casa.

“Queremos reconhecimento da nossa posição. Somos a terceira bancada. Este é o resultado da urna. O princípio do PSDB que sempre lutamos foi que se refletisse na Mesa o resultado da urna. Não tem cabimento turvar o resultado da urna com formação de blocos. Nas democracias mais avançadas nem há discussão disso e nós sempre apoiamos a ideia que o maior partido deve indicar o presidente”, disse o tucano.

Na visão de Almeida, disputas entre partidos pelo comando do Legislativo permitem que o Executivo interfira no poder e o enfraqueça. “Toda vez que realizamos essas disputas, nós desvalorizamos o Legislativo porque abre a possibilidade de o Executivo entrar e dar as cartas.”

A bancada do partido decidiu deixar para o final do mês de janeiro a definição do novo líder do PSDB na Câmara. Concorrem à função os deputados Otavio Leite (RJ), Duarte Nogueira (SP) e Paulo Abi Ackel (MG).

Na reunião, os deputados debateram ainda o papel que o partido deverá ter como oposição e de seu futuro. “Muitos falaram da necessidade de nos revitalizarmos, de refundar, como chamaram outros, de reorganizar. Essa necessidade do partido de se reestruturar vai em vários sentidos, de buscar ter um programa com propostas mais claras, procurar se estabelecer e se organizar no maior número de municípios possíveis e no sentido de melhorar nossos processos de tomada de decisão coletiva”, afirmou Almeida.

O líder tucano afirmou que o desempenho da oposição não será prejudicado por estar em menor número no Congresso. “Oposição não se expressa pelo número, se expressa pela qualidade, por ter clareza do seu papel, do que vai fazer. Isso é mais importante do que número.”

Almeida minimizou os ataques feitos ao ex-candidato José Serra pelo presidente do DEM, Rodrigo Maia, e a afirmação do senador Demóstentes Torres (DEM) de que seu partido precisa deixar de ser “apêndice” do PSDB. Para o tucano, é preciso "pensar para frente", sem “lavar roupa suja”. Ele disse que acredita ser intenção do DEM se reestruturar, não romper com o PSDB.