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18/11/2003 | Jornal do Commercio

PSDB critica os Governos de Lula e Rosinha em horário eleitoral na TV

O deputado estadual Luiz Paulo (PSDB) afirmou ontem que a deputada federal Denise Frossard deverá ser a candidata do PSDB à Prefeitura do Rio. Durante a apresentação do programa eleitoral do partido, que foi ao ar à noite, Luiz Paulo comentou que o fato de Denise ter sido a deputada federal mais votada no Estado em 2002 deve decidir a questão a seu favor.

- O candidato do partido tende a ser a Denise Frossard, embora ainda haja intenção deputado estadual Otavio Leite de concorrer. Ela é uma bandeira muito forte - comentou o deputado.

Sobre o programa do partido, contendo críticas aos governo estadual e federal, Luiz Paulo afirmou que era a chance de fazer com que "quem sempre foi atiradeira seja também vidraça", referindo-se ao secretário estadual de Segurança Pública, Anthony Garotinho, e ao PT. O programa destacou três temas considerados as prioridades do Rio e do País pelo PSDB: emprego, segurança pública e saúde.

Em um trecho do programa, imagens de uma mulher idosa são acompanhadas pela voz de um locutor, criticando a decisão do Ministério da Previdência de convocar aos postos do INSS pensionistas de 90 anos, para provar que ainda estão vivos. A voz do ministro Ricardo Berzoini vai ao ar, afirmando que não havia motivo para pedir desculpas aos idosos que enfrentaram filas. Em seguida, um locutor afirma que "nem Dóris, de Mulheres Apaixonadas, seria capaz de tanta maldade", comparando Berzoini à personagem da novela da TV Globo. Este trecho será reproduzido nas inserções em outros estados.

O programa lembrou ainda o episódio do cancelamento de R$ 8,7 milhões em recursos para instituições de ensino para crianças excepcionais, e comparou a verba com o total gasto pelo Governo federal em viagens internacionais, que teria chegado a R$ 9 milhões no final de outubro.

Ataques até a Benedita

Além de críticas ao PT, o programa também atacou Garotinho, lembrando o episódio do acordo para a aprovação das contas de Garotinho e da ex-governadora e atual ministra da Ação Social, Benedita da Silva, pela Assembléia Legislativa (Alerj). A Alerj aprovou as contas, embora o Tribunal de Contas do Estado (TCE) tivesse recomendado sua reprovação.

A cena mais forte do programa se iniciou com uma atriz criticando o Governo estadual, afirmando que "tudo é R$ 1, enquanto isso, falta emprego e segurança. Saúde, nem se fala". A mulher comenta que está preocupada com a filha, que estuda à noite, e no final do programa, outra atriz, interpretando a filha, é baleada em um ônibus, quando voltava para casa. Além do programa, o PSDB terá direito a inserções de 30 segundos durante dez dias em sete emissoras de televisão.