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24/07/2004 | Jornal O Dia

PT quer capturar tucana

Denise Frossard aparece ao lado de Bittar. Ele quer o apoio da juíza, mas ela não declara voto

Três meses depois de retirar a candidatura à Prefeitura do Rio e criticar a aliança do PSDB com Cesar Maia, a deputada federal tucana Denise Frossard esteve ontem ao lado do candidato Jorge Bittar (PT), em sua primeira aparição pública durante a campanha eleitoral. O encontro aconteceu na apresentação do programa para a segurança pública dos petistas na Associação Comercial, no Centro.

Frossard, no entanto, frustrou a expectativa dos petistas que desejavam o apoio oficial à campanha e, assim, herdar seus votos. A deputada disse não ter escolhido candidato e justificou sua presença por se tratar de um tema com o qual tem grande preocupação. “Onde houver discussão e propostas para a atuação do município na questão da segurança eu estarei presente. É um tema suprapartidário”, disse. Frossard elogiou o projeto, apresentado pelo deputado federal Antônio Biscaia, quem a convidou para o evento: “É um projeto consistente, de fôlego e seriedade”, afirmou.

Por sua vez, Bittar disse que não era conveniente pedir de forma aberta o apoio de Frossard, filiada ao PSDB, que tem o deputado estadual Otavio Leite como vice da chapa do prefeito Cesar. Mas não se conteve e confessou manter a esperança de ter o apoio integral da deputada: “A presença dela (Frossard) é muito significativa e não é de todo desprovida de conotação política, na medida em que ela reconhece a representatividade de nosso trabalho”.

O programa de segurança prevê a criação de uma Coordenadoria Municipal de Segurança com atuação da prefeitura em ações que incluem a transformação da Guarda Municipal em carreira de estado, a normatização e qualificação dos espaços urbanos, acesso à Justiça, gestão participativa com a população e políticas voltadas para prevenção à violência.

Evangélicos da Assembléia de Deus apóiam Bittar

Pela manhã, Bittar conseguiu o apoio formal de evangélicos, membros da Convenção Nacional Evangélica da Assembléia de Deus no Brasil e no Exterior, que representam 3.500 pastores em toda capital, segundo informou seu presidente, bispo Estevão Coutinho. “É errado pensar que os evangélicos já têm candidato definido. Quem apóia o Crivella é a Igreja Universal. Apoiaremos as propostas sociais de Bittar”, disse Coutinho.

Para Bittar, não há o monopólio do voto evangélico. “Posso dizer que conquistei mentes e corações dos evangélicos”, disse, afirmando ter se reunido com grupos de todos os credos.