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25/10/2011 | Jornal O Dia

Rio unido contra a covardia em ato público no dia 10

Rio - O governador Sérgio Cabral convocou ontem, em dois momentos, a população do estado para a passeata “Rio contra a covardia”, no dia 10, na Candelária. O ato será um protesto contra a mudança na distribuição dos royalties do petróleo.

No Complexo do Alemão, onde assinou a prorrogação da atuação da Força de Pacificação, reforçou que o relator do projeto da nova divisão de royalties, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), exagerou nas contas ao prever que Rio chegará em 2015 com produção de quase 6 milhões de barris de petróleo por dia. Na semana passada, Cabral mostrou à presidenta Dilma Rousseff que as projeções do substitutivo estão erradas. A presidenta teria ficado “impressionada” e disse que iria verificar os números.

“A presidenta, que é especialista no assunto, disse que essa projeção não é possível nem em 2030”, afirmou Cabral.

Se o projeto também for aprovado na Câmara, o estado e os municípios do Rio perderão até R$ 50 bilhões em royalties até 2020, o que significará a falência das cidades do Norte fluminense. Durante almoço ontem na Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário do Rio, Cabral convocou os empresários a participar da manifestação.

O presidente da Ademi se comprometeu a mobilizar 50 mil trabalhadores da construção civil para participar do protesto. “Estamos junto com o governo do estado na defesa dos royalties. Não podemos permitir este absurdo que pode lesar o Rio em bilhões”, garantiu José Conde Caldas.

Campanha mobiliza todo o Estado

O jogador Túlio Maravilha é um forte defensor dos royalties do Estado do Rio. Em busca do milésimo gol, o craque reúne também sua torcida para lutar pelo veto da presidenta Dilma: “Estava tudo acordado com Lula e agora o assunto voltou atrás. É nossa hora de fortalecer a defesa do estado”, afirma. O atacante enfatizou a necessidade da população se unir na campanha de O DIA: “Todo mundo tem que lutar agora. A mídia tem o poder de mobilizar a população e a gente pode ajudar nisso. Tem de haver união”, declarou.

O risco de deixar de receber o aposentadoria mexeu com a saúde da professora aposentada Celi Teresinha Figueiredo, 80 anos: “A instabilidade financeira nos causa instabilidade emocional. E isso não é bom”, reclama. Ela analisa que faltou negociação no Congresso: “Deixaram o projeto passar muito fácil. Tinha que ter tido mais negociação.

O texto pode ser copiado e colado no formulário do "Fale com a presidenta", disponível no site https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php. É necessário preencher formulário e cadastrar e-mail. E seguir as instruções que serão enviadas para a conta.

Senhora Presidenta,

A esperança da população do Estado do Rio está em suas mãos. A expectativa do povo fluminense é de que a senhora vete a medida aprovada pelo Senado que vai punir covardemente e sem razão o estado e outros 87 municípios fluminenses que recebem recursos dos royalties do petróleo. A perda das verbas, estimada em R$ 4,3 bilhões só no ano que vem, inviabilizaria uma série de projetos como os que estão em andamento com vistas à Copa do Mundo e às Olimpíadas de 2016 e programas sociais ligados à Saúde, Educação e Segurança. Ou seja, o estado fica sob ameaça de falir. Sem os recursos, servidores públicos aposentados e pensionistas também correm risco de não receber seus benefícios em dia já a partir do ano que vem. São dois estados, o Rio e nosso vizinho, Espírito Santo, contra todos os outros. Esse desequilíbrio se refletiu em interesses oportunistas no Congresso Nacional. Alterar a distribuição dos royalties numa desproporção política desse tamanho já seria, por si só, uma injustiça. Mas tem mais: indenizar os produtores pela exploração de petróleo é um direito previsto na Constituição Federal. Lembramos ainda que a senhora, após eleita, reafirmou seu compromisso com os contratos firmados. Precisamos evitar a guerra federativa. Contamos com a senhora.

Povo do Estado do Rio

Confira

REUNIÃO DE LÍDERES

Hoje, os líderes partidários da Câmara e do Senado se reúnem para discutir o calendário de votação do PLS 448/11, que altera as regras para a divisão dos royalties e da participação especial pela exploração de petróleo e gás.

VETO ADIADO

O texto aprovado no Senado adiou a votação do veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Emenda Ibsen — que também prejudica o Rio — e estava prevista para entrar em pauta amanhã no Congresso.

BANCADA MOBILIZADA

Deputado do PSDB, Otavio Leite disse que a bancada do Rio na Câmara está mobilizada para impedir solicitação de urgência para votar o projeto na Casa. Ele quer uma Comissão Especial para avaliar a proposta.