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11/03/2004 | Jornal do Commercio

Saneamento da Barra sem previsão de ser concluído

Os moradores da Barra da Tijuca ainda terão que esperar por um tempo indeterminado até que as obras do emissário submarino sejam concluídas. O presidente da Cedae, Aloísio Meyer, informou ontem à Comissão Pró-Emissário, da Alerj, que o emissário fica pronto até o fim do ano. Mas a estação de tratamento e as redes coletoras, fundamentais para sanear a região e sem as quais o emissário não entra em operação, dependem da liberação de recursos.

Em agosto de 2003, as três empresas que formavam o consórcio que administra o emissário pediram falência, paralisando os trabalhos. Desde então, tramita no Tribunal de Contas do Estado (TCE) pedido de licitação que transferirá os direitos de realização das obras de saneamento da Baixada de Jacarepaguá para a firma Delta Engenharia. A primeira etapa do emissário fica pronta em junho de 2004, e até dezembro, todo o conjunto de obras.

Na segunda etapa serão feitas as ligações das residências e comércio aos troncos e elevatórias para jogar o esgoto para a estação de tratamento e de lá, ao emissário. O deputado Édino Fonseca (PSC) cobrou de Meyer uma ação judicial para responsabilizar as empresas que abandonaram as obras.

– Em relação à primeira etapa, 80% da obra de R$ 42 milhões foram concluídos. Enquanto o TCE não aprovar o edital e a Secretaria de Controle autorizar a verba, ficamos sem poder dar andamento ao processo – explicou Meyer.

Presidente da Comissão, Otavio Leite (PSDB) considerou extremamente lento o andamento das obras de saneamento básico da região, especialmente no que se refere à implantação da rede coletora e sua comunicação com as residências e comércio.