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21/05/2013 | Portal G1

Segurança na JMJ terá aparelho que detecta material radioativo no público

Com receio de possíveis ameaças terroristas na visita do Papa ao Brasil, na Jornada Mundial da Juventude, a segurança no evento será reforçada com um equipamento capaz de detectar qualquer tipo de material radioativo na multidão. O uso da ferramenta, chamada Prad, foi discutido nesta terça-feira (21), na audiência da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

O evento, que acontece de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro, espera reunir mais de um milhão de fiéis, nas celebrações em Copacabana, na Zona Sul, e em Guaratiba, na Zona Oeste.

Na sessão, o diretor de Radioproteção da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Ivan Pedro, explicou a sofisticação do equipamento Prad, que é do tamanho de um celular.

Público maior que a Copa e Olimpíadas

O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), que solicitou a realização da audiência, ressaltou que a JMJ deve reunir um público duas vezes maior que a Copa e as Olimpíadas. De acordo com o deputado, por se tratar de um evento de grande porte, há de se discutir a prevenção a possíveis ataques terroristas.

"É preciso organizar um esforço coletivo de todas as forças de segurança, inclusive das Forças Armadas, para que tudo funcione de uma maneira tranquila e sem incidentes. O problema do terrorismo é algo que preocupa o planeta como um todo. É óbvio que há toda uma ação de inteligência que se insere nesse contexto e que deve ser organizada com a discrição, atenção e competência necessárias", afirmou Leite.

Também participaram da audiência o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, e o general José Alberto da Costa Abreu, do Comando Militar do Leste, que afirmou que aproximadamente 12 mil militares e policiais participarão da estrutura de segurança da Jornada Mundial da Juventude.

Segurança do Papa

Apesar do Brasil não ter histórico de atentados terroristas, essa é uma das principais preocupações em relação à segurança pública nos grandes eventos previstos no Brasil. Após a Copa das Confederações, a JMJ será um desafio para as autoridades levando em consideração algumas características peculiares do evento como a grande quantidade de público, e o fato dos peregrinos ficarem "espalhados" pela cidade, em várias atividades paralelas.

A segurança aproximada do Papa Francisco envolverá 60 agentes da Polícia Federal, em regime de escala, de acordo com a coordenação de segurança da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge). Dentre eles, há atiradores de elite e um agente que ficará "colado" no pontífice durante todo o tempo.

Legenda: Audiência discute segurança na JMJ, na Câmara dos Deputados, em Brasília

Foto: Divulgação/ Assessoria Otavio Leite