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21/02/2006 | Jornal do Commercio

Serra prestigia cerimônia em que o governador de Goiás recebe Medalha Tiradentes no Rio

Perillo cobra escolha democrática

A presença do prefeito de São Paulo, José Serra, na cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes, ontem, ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), fez surgir comentários, entre os tucanos presentes, de que o pré-candidato do PSDB à Presidência da República compareceu à cerimônia em busca de apoio para sua candidatura. Serra negou. A disputa entre ele e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin pela indicação do partido deve se resolver, a princípio, a partir de uma consulta ampla às bases, prefeitos, governadores e demais lideranças no País. Desta forma, a cúpula do partido tenta abafar descontentamentos que têm surgido em torno da forma como está se dando a escolha do nome que vai representar a legenda na eleição presidencial.

´Em política, quando o diálogo prevalece não há razão para descontentamento, mas, se as decisões se fecham, é natural haver reclamações em relação à condução do processo. Não podemos é aceitar que alguns conversem em nomes do outros. Temos que chegar ao desfecho e se não for possível pelo consenso, existem outros caminhos democráticos e um deles é a prévia´, destacou o governador de Goiás, acrescentando que o prefeito José Serra havia informado que estaria presente à cerimônia para prestigiá-lo e que isso não significa que venha a apoiar sua candidatura na disputa interna do partido.

Serra afirmou que não esteve na solenidade em homenagem a Marconi Perillo para pedir apoio à sua candidatura, mas em apoio público ao governador. ´Se quisesse apoio, pediria em segredo´, assegurou. Ao discursar no plenário, Serra destacou a importância de se fazer uma aliança que vença o atraso da estagnação e do populismo.

´Precisamos dessa grande aliança. O Brasil deve estar em primeiro lugar. Precisamos devolver o Brasil ao seu caminho de desenvolvimento, de agitação positiva, isso é o que o nosso povo espera. Isso é que o povo da minha cidade, que sempre foi uma cidade das oportunidades, espera que aconteça novamente no Brasil´, ressaltou Serra.

Presente ao evento, o senador Artur Virgílio aproveitou a oportunidade para criticar o presidente Lula, mas negou que a escolha do candidato para disputar a eleição esteja nas mãos do chamado triunvirato tucano, formado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, e do governador Aécio Neves. O senador garantiu que as bases e lideranças estão sendo ouvidas e este é o caminho para evitar a realização das prévias. Ele negou que o processo de escolha não esteja sendo democrático.

´Ele (governador Marconi Perillo) merece ser ouvido porque é uma liderança expressiva. Não existe esta história de triunvirato ou desdém a quem quer que seja. O presidente FHC, o governador Aécio Neves e o presidente Tasso Jereissati estão apenas querendo coordenar a vontade do partido e em nenhum momento houve esta pretensão. Vamos sair unidos. Não há a menor possibilidade de ter prévia, vamos poupar energia para a luta de verdade´, ressaltou Virgílio.

Iniciativa do presidente da Alerj, Jorge Piciani (PMDB), a homenagem a Marconi Perillo, que já pertenceu aos quadros do PMDB, teve as presenças do presidente de honra do PSDB, ex-governador Marcello Alencar; do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Sérgio Cavalieri; do procurador-geral do Estado, Marfan Martins Vieira; do vice-prefeito Otavio Leite, entre outras autoridades.