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28/05/2004 | Jornal O Dia

Serviço obrigatório na Uerj

Lei de vanguarda

A favor: Otavio Leite, deputado estadual (PSDB)

Em tese, a função da universidade é de formar indivíduos qualificados e aptos ao desempenho de uma série de ofícios. O ideal é que a atividade acadêmica esteja aliada à construção de uma consciência humanista do aluno. Algo que permita gerar profissionais que, na prática, estejam comprometidos com a melhoria do mundo em que vivem.

Quando aprovamos na Alerj o projeto instituindo o Compromisso Social, que prevê a participação de alunos da Uerj e Uenf em atividades comunitárias, não quisemos ferir a autonomia universitária, mas contribuir para o despertar de ampla consciência solidária. Para mim, essa iniciativa tem caráter ideológico: o de combater o individualismo, que aliena e degrada o ser humano.

É bom saber que a Uerj já desenvolve programas extra-curriculares, como o realizado no Posto Avançado do Núcleo de Estudos Avançados da Saúde do Adolescente (Nesa), no Morro do Pau da Bandeira, em Vila Isabel. Contudo, é fundamental que seus 22 mil alunos de fato participem de atividades de extensão socialmente, que não devem nem merecem ser vistas como uma camisa de força. Aliás, pela Lei 4.310/04, cabe à universidade estabelecer os critérios para sua implementação, de acordo com cada disciplina e a disponibilidade do estudante.

É preciso refletir que, mesmo na era da globalização, o objetivo principal do Ensino Superior ainda é, e deve ser, o de preparar cidadãos capacitados. Pessoas que cresçam e se desenvolvam, mas que tenham sempre a preocupação com o coletivo.

A lei em debate, sim, é de vanguarda. E, como tal, é justo que seja melhor compreendida, pois, no fundo, é a favor de todos.