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08/11/2005 | Mercado & Eventos

Transferência de vôos para o Galeão completa um ano

Há pouco mais de um ano do retorno dos vôos de conexão para o Aeroporto Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, a Associação dos Concessionários Aeroportuários (Acap-RJ) e o Comitê das Empresas Aéreas (Cea) realizaram ontem (08/11) uma cerimônia no restaurante Demoiselle, no Terminal 1 do aeroporto, para celebrar a data.

Para o presidente da Acap, Modesto Lopes, os resultados refletem o trabalho feito por todos que participaram desta mudança. No entanto, ele lembrou que ainda não está concluído. ´Temos muito a fazer para melhorar a situação do aeroporto´.

A presidente da Cea, Maria Antonia Assunção, agradeceu ao empenho dos políticos e dos órgãos públicos pelo sucesso do trabalho. ´Fiquei impressionada com o exercício de cidadania praticado e o excelente resultado que obtivemos. Todos fizeram um trabalho de sucesso´, afirmou.

Um dos responsáveis pela mudança quando ainda era vereador, o vice-prefeito do Rio de Janeiro, Otavio Leite, afirmou que um conjunto de fatores conseguiu dar sobrevida ao aeroporto. De acordo com ele, a redução da alíquota do ICMS aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - Alerj, a decisão do Departamento de Aviação Civil - DAC, de transferir vôos de destinos fora da ponte-aérea para o Tom Jobim e a mobilização do trade para que a mudança se tornasse viável foram responsáveis pelas transferências dos vôos.

- Temos que comemorar um ano de vitória. O somatório de esforços, por parte de todos, foi o grande responsável por esta mudança. Nosso objetivo agora é trazer mais vôos para o Rio, disse o vice-prefeito do Rio.

Otávio argumentou ainda que depois da escolha do Rio de Janeiro como sede do Congresso das Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), esta foi a notícia mais importante para o trade local.

Representando a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), o diretor Administrativo, Marco Antonio Oliveira, e a Superintendente Regional do Leste, Lia Aparecida Segaglio, estão otimistas em relação ao futuro do aeroporto.

Dados da Infraero, apresentados por Lia, mostram que até setembro de 2005, o Galeão teve pouco mais de oito milhões de passageiros, dois milhões a mais que o mesmo período do ano passado. Ela afirmou ainda que o aeroporto recebe 23 mil pessoas diariamente.

- Com a transferência surgiram 500 novos empregos e hoje temos mais de 20 mil pessoas trabalhando no Galeão. O aeroporto é a primeira e última imagem que o turista leva do Brasil. Temos que mostrar um bom produto e estamos trabalhando para isso, disse.

O diretor administrativo da Infraero garantiu que o Galeão não precisa de recursos extras, conforme pediu, em discurso, o secretário de estado de Turismo, Sérgio Ricardo de Almeida.

- Eu não concordo. Nós temos uma divisão de verba no Brasil equitativa e qualitativa e só para infra-estrutura do Galeão são mais de R$50 milhões por ano. Agora, nós não paramos de trabalhar, só de cota extra o Galeão terá R$40 milhões, afirmou Marco Antonio.

O diretor disse ainda que o sucesso da transferência de vôos também deve ser creditada ao DAC, que na opinião dele faz um ótimo trabalho. ´Vai ser difícil ter alguma coisa para substituir o DAC´, afirmou fazendo referência à criação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), proposta pelo Governo Federal.