Seu browser não suporta JavaScript!

01/11/2004 | Jornal O Estado de São Paulo

Tucanos cariocas em excursão à zona leste

Maior colégio eleitoral da cidade, a zona leste de São Paulo teve um segundo turno sem muita militância.

A participação dos apoiadores de ambos os partidos limitou-se a poucas bandeiras agitadas e à distribuição de adesivos, ao contrário do que aconteceu no primeiro turno, que teve grande número de militantes no trabalho de boca-de-urna.

Em Itaquera e Guaianases, redutos do PT, a presença tucana era incipiente. A participação petista também era tímida.

Delegado do partido em Guaianases, Cícero Petrica, de 37 anos, disse que o PT preferiu fazer uma campanha´profissional´, sem o alarde da boca-de-urna. Segundo ele, os poucos militantes na rua não significavam desânimo diante da derrota de Marta Suplicy no primeiro turno. ´Fizemos reuniões no comitê eleitoral quase todos os dias e tenho certeza de que a Marta ganhou ainda mais votos para a virada´, dizia.

Na tranqüilidade do segundo turno, nem um grupo de 40 militantes tucanos que veio do Rio conseguiu fazer muito alarde. Eles saíram da capital carioca à meia-noite de sábado e chegaram em frente da Escola Municipal Arquiteto Luís Saia, em São Miguel, às 6 horas da manhã de ontem. ´Se não houvesse cartazes pendurados nos postes, nem saberíamos que era eleição´, disse Yolanda Hermógenes, coordenadora executiva estadual do PSDB no Rio.

Coordenadora da excursão, Yolanda disse que a visita era uma retribuição à presença de Serra no Rio, em agosto. Os cariocas elegeram, no primeiro turno, o deputado estadual Otavio Leite como vice-prefeito da chapa encabeçada por Cesar Maia, do PFL.

Para convencer o eleitorado a trocar Marta por Serra, os militantes lembraram das realizações do tucano quando foi ministro da Saúde e falaram de forma crítica sobre o governo federal.

Aliás, uma possível proximidade de Lula e o FMI virou uma pequena discussão entre militantes do PSDB e do PT. ´A provocação vem dos dois lados, mas é um jeito de tentar animar esta eleição que está dando sono´, explicou um cabo eleitoral tucano.