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08/04/2010 | Agência Tucana

Tucanos criticam desequilíbrio nas verbas para prevenir desastres

Relatório aprovado pelo Tribunal de Contas da União identificou um desequilíbrio na distribuição de recursos do Ministério da Integração Nacional para prevenir desastres naturais. A auditoria constatou várias falhas no processo de transferência, controle e fiscalização do dinheiro. Entre 2004 e 2009, o governo aplicou R$ 360 milhões em obras de prevenção em todo país. Deste valor, o Rio de Janeiro ficou com apenas 0,65%.

Falta de bom senso - Para o deputado Otavio Leite (RJ), parte da responsabilidade pelos transtornos enfrentados pelos cariocas por causa das enchentes é do governo federal. Segundo o tucano, falta bom senso ao governo na hora de fazer os repasses de recursos aos estados e municípios para a prevenção de desastres naturais. Para Leite, é inacreditável que nos últimos anos o Rio de Janeiro tenha recebido apenas R$ 1,5 milhão para a prevenção de catástrofes naturais.

"Imaginar que o Rio só faça jus a menos de um 1% é uma achincalhe à federação, um verdadeiro absurdo. O governo federal só mostra a sua incompetência, falta de senso, de equilíbrio e de racionalidade. Isso é muito ruim", condenou. Na opinião dele, se o dinheiro tivesse chegado o Rio de Janeiro não teria tantos mortos, cerca de 20 mil desabrigados e a tanto sofrimento e transtornos para a população.

Para o deputado Vanderlei Macris (SP), o presidente Lula não se preocupa com o sofrimento da população, pois os recursos existem, mas não são aplicados na prevenção dos desastres naturais. "Entendo que o governo mais uma vez mostra uma total incapacidade na gestão e atua lentamente. E dessa maneira, deixa a sociedade em risco", reprovou. Ele também lembra que dos R$ 145 milhões previstos no orçamento para obras de serviços urbanos de água, esgoto, drenagem e controle de erosão, pouco foi destinado ao Rio de Janeiro.