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10/04/2007 | Site do PSDB Nacinal

Tucanos: demissões na Infraero reforçam CPI do Apagão

Brasília (10 de abril) - A possibilidade de abertura da CPI do Apagão Aéreo, que ganhou força com as investigações do Tribunal de Contas da União sobre a Infraero, fez ontem as primeiras quatro vítimas. Por decisão do Conselho de Administração da estatal, foram demitidos o diretor comercial da empresa, José Wellington Moura, e o superintendente de Planejamento e Gestão, Fernando Brendaglia, além dos advogados Napoleão Guimarães Neto e Márcia Gonçalves Chaves, da assessoria jurídica.

CONTRADIÇÃO

O motivo oficial das exonerações, sugeridas pela Controladoria-Geral da União, foi a comprovação de irregularidades em um contrato da Infraero com a Shell do Brasil para a instalação de um posto de combustíveis no Aeroporto de Brasília. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), estranha a justificativa dada pela estatal. ´Não sei o que leva o governo a demitir esses diretores depois de negar que houvesse irregularidades na Infraero´, afirmou o tucano em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

´Estão querendo entregar quatro bois para deixar passar uma boiada´, avaliou o parlamentar amazonense. Ele acredita que a decisão possa ser parte de uma manobra do Planalto para esvaziar a importância da CPI do Apagão. O líder da Minoria na Câmara, deputado Julio Redecker (RS), endossou as suspeitas de Virgílio, mas crê que as demissões não vão resolver o problema. ´O governo está querendo mostrar eficiência e cortou a asa da galinha. No entanto, ela continua pondo ovo´, ironizou o tucano.

O deputado Otavio Leite (RJ), um dos autores do requerimento que cria a comissão de inquérito, acha que as demissões reforçam a necessidade da CPI do Apagão. ´As revelações comprovam o estágio de ineficiência e incapacidade do governo Lula com requinte de prejuízos para o tesouro público´, disse.

O deputado Vanderlei Macris (SP), que também subscreveu o pedido da CPI, concordou com o colega e afirmou que as investigações caminharão para esclarecer as irregularidades envolvendo a Infraero. ´Essa é mais uma confirmação de que a comissão de inquérito deve ser instalada. Depois do acidente com o avião da Gol, o governo demorou seis meses para tomar as primeiras providências, mesmo com a greve dos controladores de vôo. Essa é apenas a ponta do iceberg´, concluiu.