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22/06/2012 | Portal do PSDB na Câmara

Tucanos esperam compromisso do STF com julgamento do mensalão

Por Letícia Bogéa

O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão, garantiu que está mantido seu compromisso de entregar o voto até a próxima semana. Caso o prazo seja cumprido, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai a julgar o caso a partir de 1º de agosto. Para os deputados Vanderlei Macris (SP) e Otavio Leite (RJ), o julgamento não pode mais ser postergado.

“Foi um dos maiores escândalos existentes no país, algo que chocou o Brasil. A demora traz para a população uma insegurança muito grande. A preservação democrática passa necessariamente pela condenação dos envolvidos. Portanto, isso será uma resposta à sociedade, que espera que realmente o país possa passar a limpo essa página negra da corrupção”, ressaltou Macris nesta sexta-feira (22).

Além disso, procuradores da República pressionam o procurador-geral, Roberto Gurgel, para que peça o impedimento do ministro José Antônio Dias Toffoli, ligado ao PT, no julgamento. Na opinião de Macris, não faz sentido algum uma pessoa relacionada à legenda participar do processo. E completou: “Isso pode prejudicar o julgamento.”

“O ministro Toffoli foi advogado do Partido dos Trabalhadores. Uma pessoa diretamente ligada aos interesses do partido. O mínimo que se espera dele é que se considere impedido, já que tem essas relações muito próximas com os réus”, disse.

Otavio Leite espera que a Justiça não falhe. O mensalão já deveria ter sido julgado, na opinião dele. “A sociedade converge toda sua atenção para essa decisão. Serão julgadas pessoas que organizaram estrutura mafiosa para suprimir recursos e executar ações corruptas, trazendo assim prejuízos à nação como um todo. Aguardamos o julgamento e a justiça que o Supremo deve fazer em função dos crimes cometidos contra o erário, a democracia e a sociedade.”

Ontem, no Rio, o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, disse que não haverá atraso no processo e que ele será técnico. A primeira fase será de 1º a 14 de agosto. No primeiro dia, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, fará a acusação dos 38 réus.

Fator de suspeição

- Entre os pontos destacados pelos procuradores está a atuação de Toffoli como advogado do PT à época em que ocorreram os primeiros fatos denunciados – os empréstimos feitos por Marcos Valério para saldar dívidas do PT. Depois de ser advogado do partido, Toffoli foi subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, em uma sala contígua à do então ministro José Dirceu, hoje réu no processo, conforme mostrou “O Globo”.

- O terceiro fator de suspeição seria a atuação da namorada do ministro, a advogada Roberta Rangel, na defesa de réus do processo do mensalão. Os procuradores apontam “vastas provas da ligação visceral de Toffoli com José Dirceu e outros réus também integrantes da cúpula.”