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17/05/2013 | Jornal O Globo on line

Tucanos querem aliança nacional em troca de apoio a PDT fluminense

Tucanos querem aliança nacional em troca de apoio a Miro Teixeira

Por Marcelo Remígio

RIO — Caciques do PSDB condicionaram o apoio à candidatura do deputado federal Miro Teixeira (PDT) a governador do Rio a uma aliança nacional que garanta palanque ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato a presidente. Para os tucanos, não interessa apenas uma coligação regional, já que a prioridade é a eleição presidencial de 2014. Em troca, o PSDB abriria mão de lançar nomes em pelo menos três estados, além do Distrito Federal, onde apoiaria o nome do deputado federal Antônio Reguffe (PDT) ao governo.

Enquanto tucanos e pedetistas não chegam a um acordo, os dois candidatos trabalham nos bastidores. Miro Teixeira e Aécio Neves se encontraram na terça-feira, durante um almoço. O encontro virou tema durante a reunião da Executiva Nacional do PDT, na última quarta-feira, em Brasília. De acordo com o pedetista, que disputará convenção caso não seja escolhido nas prévias, seu partido está disposto a conversar sobre apoios nacionais e Aécio tem caminhado muito próximo à legenda.

— Foi um encontro entre amigos, mas não deixamos de falar de política. Embora haja uma aproximação com Aécio, isso também não impede de conversarmos com outros amigos, como Marina Silva e o governador Eduardo Campos (PSB), além de estudarmos a possibilidade de candidatura própria. Vamos avaliar os nomes dos senadores Cristovam Buarque (DF) e Pedro Taques (MT) — disse Miro, que aponta julho como prazo para o partido definir um caminho a ser seguido. — Vamos discutir cenários no congresso do partido. O interessante é que o partido chegue a uma definição muito antes das convenções.

O PSDB e o PDT no Rio possuem fortes ligações. Parte do ninho tucano é formado por ex-pedetistas, que migraram para o partido após desentendimentos com o ex-presidente e fundador do PDT, Leonal Brizola. Segundo Miro, a convivência entre tucanos e pedetistas não encontra resistência.

Em caso de recusa do PDT, os tucanos do Rio estudam duas outras hipóteses: lançar um nome que não tenha histórico na política ou optar pelos deputados federal Otavio Leite e estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha. Assim, Aécio não deixaria de ter palanque. A possiblidade de aliança com o DEM, que deverá lançar o vereador da capital e ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, ao governo do estado é classificada como remota e distante por alguns tucanos.

— Uma dobradinha com o DEM é difícil. Já com o PDT temos boas relações. Não são poucos os exemplos de pedetistas que integram governos tucanos. Mas a grande dúvida é saber se o PDT vai abrir mão da máquina que o governo da presidente Dilma oferece. Eles estão no governo — questiona um tucano da Executiva Regional.

Presidente municipal do PSDB no Rio, o deputado federal Otavio Leite é um dos tucanos que defende a aliança nacional:

— Nos interessa ter um palanque para o senador Aécio Neves. As outras três candidaturas no estado apoiam a presidente Dilma - Lindbergh Farias (PT), Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Anthony Garotinho (PR). Estamos dispostos a conversar sobre candidaturas nos outros estados, em favor da aliança. Parte do PSDB do Rio tem o DNA no PDT, estamos próximos

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