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22/08/2011 | Blog da Bancada do PSDB na Câmara e no Senado

Tucanos querem convocação de Negromonte para explicar “mensalinho”

Por Djan Moreno

Otavio Leite (RJ) e Vanderlei Macris (SP) defenderam investigação das acusações feitas por deputados do Partido Progressista (PP) de que o ministro das Cidades, Mário Negromonte, oferecia pagamentos de R$ 30 mil a parlamentares em troca de apoio político. O PSDB irá pedir amanhã a convocação de Negromonte na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. Outro requerimento solicita que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, esclareça que medidas tomou após saber da denúncia.

Segundo a revista “Veja”, a pasta teria sido transformada em um apêndice partidário e o gabinete do ministro era usado para cooptar aliados por meio do “mensalinho”. A publicação afirma que, após perceber que o controle do PP poderia estar lhe fugindo ao controle, Negromonte mudou a tática. Em sala anexa ao seu gabinete, quatro deputados tentavam persuadir outros parlamentares a se alinhar com o ministro. Apenas na última terça-feira (16), doze políticos estiveram no local.

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“A situação não está fácil. O governo, em função de uma estratégia que pretende estabelecer uma divisão feudal dos espaços públicos, num loteamento para beneficiar aliados, acaba prejudicando as ações administrativas e isso, quem sabe, não significa o prenúncio de um mensalão. Isso é terrível e essas questões precisam ser rigorosamente apuradas”, defendeu Otavio Leite, primeiro vice-líder tucano.

“O que nos cabe é fazer aquilo que é o compromisso da oposição: fiscalizar e dar transparência a tudo que acontece em relação à denúncia”, afirmou Macris. De acordo com ele, vários ministros já perderam os cargos e mais acusações surgem a cada dia, demonstrando que há uma corrupção endêmica no governo. “Cabe a nós lutar para que essa transparência esteja presente e que as pessoas denunciadas, vinculadas à corrupção, se afastem e paguem pelo que fizerem”, completou.

Forte apelo eleitoral

- Segundo a revista “Veja”, os deputados que estariam atuando para buscar apoio a Negromonte com o pagamento dos R$ 30 mil eram João Pizzolatti, Nelson Meurer, José Otávio Germano e Luiz Fernando Faria.

- As denúncias foram encaminhadas à ministra da Casa Civil, Ideli Salvatti, por correligionários de Negromonte e estão sendo apuradas pelo governo.

- O PP é o terceiro maior partido da base aliada, com 41 deputados e cinco senadores. Controla há anos o Ministério da Cidade, que dispõe de um orçamento de R$ 22 bilhões e programas de forte apelo eleitoral em todos os cantos do país.