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06/03/2012 | Portal do PSDB na Câmara

Tucanos querem derrubar em plenário venda de bebida alcoólica em estádios na Copa

Por Artur Filho

Deputados tucanos querem derrubar a permissão de venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa de 2014, mantida pela comissão especial que analisa a Lei Geral da Copa (PL 2330/11). Por 15 votos a 9, a base governista conseguiu, nesta terça-feira (6), aprovar o relatório de Vicente Candido (PT-SP) com a liberação da comercialização.

Para Otavio Leite (RJ), a medida representa um retrocesso, pois venda nas arenas pode gerar conflitos e violência. “Criar uma exceção agora é ofender a regra nacional. Esse é um ponto que vamos levar ao plenário. As bancadas estão divididas, mas o PSDB deu um tom muito importante a favor de lei brasileira, que proíbe a bebida nos jogos”, disse.

Rui Palmeira (AL) acredita que é possível reverter o quadro no plenário. Segundo ele, está provado que a proibição gerou uma redução significativa das brigas e vandalismo. Por conta disso, não há razões para o governo desobedecer a norma. “Entendemos que a lei, o Estatuto do Torcedor, deve ser preservada. Infelizmente, o governo atuou fortemente para aprovar isso. Esperamos que, por meio de uma emenda, possamos derrubar esse ponto tão polêmico”, afirmou.

Segundo Vanderlei Macris (SP), o Planalto acaba de perder um pouco de soberania para a Fifa, que trabalhou contra a proibição. Já Rogério Marinho (RN) salientou que o governo cedeu às pressões da federação e liberou bebida de patrocinadores do evento na contramão do interesse nacional.

A comissão rejeitou destaque de Rui Palmeira para acabar com a punição ao cidadão que desistir da compra de ingressos para os jogos dentro do prazo legal estabelecido pelo Código de Defesa do Consumidor.

Otavio Leite destacou a inserção da proposta de promover a emissão de visto eletrônico para turistas estrangeiros durante o mundial. Ele ressaltou ainda que a sugestão permitirá a utilização das bases aéreas, já que os aeroportos não atenderão a demanda por incompetência do governo. A liderança do governo quer levar a proposta a plenário nessa quarta-feira (7).