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05/07/2007 | Agência Tucana

Tucanos questionam formação de controladores de vôo

O deputado Vanderlei Macris (SP) ficou surpreso com a declaração do diretor do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (Icea), Paulo Roberto Sigaud Ferraz de Ferraz. O comandante prestou depoimento hoje à CPI do Apagão Aéreo e afirmou desconhecer a resolução do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) que apontava, já em 2003, a necessidade de aumentar o número de controladores de vôo devido ao crescimento da demanda na aviação civil. Ferraz explicou que o assunto é de responsabilidade do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

LÍNGUA INGLESA

O diretor do Icea afirmou ainda que não faltam recursos para o órgão, responsável pela capacitação de recursos humanos e pesquisas no controle de vôo. Ele lembrou que 240 controladores serão contratados até o fim do ano. Ferraz observou que a formação desses profissionais - seja de origem militares e civis - a mesma. A única diferença é a capacitação militar, que faz com que o aprendizado de sargentos leve dois anos e o de civis, apenas nove meses.

O deputado Otavio Leite (RJ) informou que existem hoje 2.700 controladores em atividade no Brasil e, destes, 400 são civis. ´Estamos preocupados com o contingente. Essa profissão é uma atividade tão vital que nos chama atenção o fato de não existir uma retaguarda. Agora, está se transferindo controladores da área militar para a aviação civil a fim de suprir uma lacuna momentânea. Chegamos ao limite´, avaliou.

O tucano defendeu que o domínio da língua inglesa é indispensável aos controladores. ´Mais do que simplesmente o conhecimento de fraseologia, os profissionais deveriam ter uma percepção auditiva muito bem desenvolvida. Se estamos constatando, diante de tantos depoimentos, a precariedade do inglês dos profissionais, então porque não instituir a prova de conversação?´, perguntou. Ferraz disse que o Icea recebe formados apenas na parte lingüística.

INFORMAÇÕES

O deputado Gustavo Fruet (PR) cobrou do comandante uma postura sobre o software de controle aéreo, apontado por representantes dos controladores como um dos pontos críticos na segurança que contribuíram para o acidente com o avião da Gol, em setembro do ano passado. Ferraz respondeu que as críticas são apenas ´uma opinião, não um parecer´.

O parlamentar tucano destacou ainda a posição do PSDB no sentido de incluir na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2008 o não-contingenciamento para o setor aéreo. ´Durante o recesso, poderíamos conversar com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, da Defesa, Waldir Pires, sobre uma proposta que não implique corte recursos da Aeronáutica´, sugeriu.