Seu browser não suporta JavaScript!

09/06/2011 | Blog da Bancada do PSDB na Câmara e no Senado

Tucanos reforçam necessidade de Dilma receber Nobel da Paz e romper com política externa de Lula

Por Djan Moreno

Se recebesse a Prêmio Nobel da Paz e advogada iraniana, Shirin Ebadi, a presidente Dilma Rousseff demonstraria ao mundo que apoia a bandeira dos direitos humanos, avaliam o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), e os deputados Antonio Imbassahy (BA), Bruno Araújo (PE) e Otavio Leite (RJ). Os tucanos reforçaram a importância de a petista recepcionar a laureada, símbolo da luta pelas minorias, mulheres e crianças.

Ao contrário da presidente, que insiste em não recebê-la, as comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Direitos Humanos e Minorias fizeram uma reunião com a iraniana nesta quinta-feira (9) para discutir a política externa brasileira.

Convencidos da importância de ouvir a experiência da advogada, os tucanos apresentaram ontem (8) uma Moção de Repúdio à recusa da presidente. Eles pediram a intercessão das presidências das comissões junto ao Itamaraty e ao Planalto para que o encontro fosse realizado. Para Nogueira, a reunião confirmaria a posição brasileira em defesa dos direitos humanos, das liberdades individuais e do Estado democrático.

O líder condena a política externa do ex-presidente Lula, que se aproximou de forma perigosa de países ditatoriais. Dilma prometera na campanha romper com a estratégia. Segundo Nogueira, a mudança de postura sinalizada por Dilma corresponde aos anseios da população, que não aceita a violação dos direitos humanos. E acrescenta que receber Ebadi seria a demonstração definitiva de que a presidente caminha em outra direção.

“No governo Lula, a política externa estava cheia de afinidades ideológicas e de interesse pelo protagonismo internacional, colocando em segundo plano a defesa dos direitos humanos e dos valores democráticos”, lembrou. Na opinião do tucano, o pensamento da iraniana é semelhante ao do brasileiro.

De acordo com Imbassahy, o debate não é político, mas sim contra a violência. “Quem encontrou tempo para atender a cantora Shakira e receber o cantor Bono Vox (da banda U2), mesmo convalescente de uma pneumonia, pode reservar 10 minutos para simbolizar definitivamente que o Brasil não tolera a violação dos direitos das pessoas”, afirmou.

Bruno Araújo, que se encontrou com a advogada em Londres no ano passado, afirmou que a presença dela no país reforça a necessidade de fazer valer a luta pelos direitos humanos. “É uma honra receber na Câmara uma mulher exemplo de luta e que serve como modelo para várias gerações”. Otavio Leite completou dizendo que “a bandeira em prol da liberdade talvez seja a mais nobre pela qual alguém pode lutar.”

Crédito da foto: Paula Sholl/PSDB