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22/03/2012 | Portal do PSDB na Câmara

Tucanos temem que Copa não deixe legado esperado

Com obras de mobilidade a passos de tartaruga, tucanos temem que Copa não deixe legado esperado

Por Artur Filho

A pouco mais de dois anos do início da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, está evidente que o governo petista não deixará o legado de mobilidade urbana esperado pela população, como vias, metrô e veículo leve sobre trilhos nas 12 cidades sedes do mundial. A constatação foi feita por deputados do PSDB durante audiência pública com o ministro do TCU Valmir Campelo, ocorrida nessa quarta-feira (22) na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara.

A preocupação dos tucanos tem respaldo nos números. De acordo com TCU, a Caixa Econômica Federal liberou apenas 4% da verba para obras de mobilidade urbana até março deste ano. A expectativa do tribunal é que o banco estatal invista R$ 7,6 bilhões em mobilidade urbana. No entanto, a liberação do dinheiro vem ocorrendo a passos de tartaruga: somente sete das 54 operações de empréstimo tiveram a liberação efetiva de dinheiro. Não é à toa que este é o setor que mais preocupa o ministro do TCU entre as obras da Copa. Quanto mais tarde os empreendimentos começarem, mais risco de improvisação, aditamentos de contrato e projetos mal elaborados.

Carlaile Pedrosa (MG), por exemplo, lamenta que Belo Horizonte corra sérios riscos de ficar sem o metrô tão esperado pelos moradores da capital mineira. “O legado que queremos da Copa é o metrô, que faz uma falta muito grande”, alertou.

Para Walter Feldman (SP), faltou planejamento estratégico e uma gestão mais adequada. “Há falta de clareza em relação ao legado. Passada a Copa do Mundo, o que o Brasil vai ganhar?”, questionou. O tucano teme que da Copa restem apenas “elefantes brancos”, ou seja, estádios modernos e caros que serão subutilizados após o torneio de futebol.

Otavio Leite (RJ) cobrou providências sobre o aeroporto do Galeão, no Rio. “Há uma demora para a conclusão da obra. E mais: se o governo vai ou não vai privatizar o Tom Jobim. Esse R$ 1 bilhão que está sendo investido poderia muito melhor ser gasto em mobilidade urbana, em investimento de metrô, por exemplo”, argumentou.