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17/08/2011 | Blog da Bancada do PSDB na Câmara e no Senado

Turismo: Tucanos consideram situação de Pedro Novais insustentável

Tucanos consideram situação de Pedro Novais insustentável

Por Artur Filho

Deputados tucanos afirmaram que o depoimento do ministro do Turismo, Pedro Novais, reforça a necessidade de instalação da CPI da Corrupção. Em audiência na Câmara, ele negou que conhecia as suspeitas de desvio de verbas em sua pasta reveladas pela Operação Voucher, da Polícia Federal. Diferente do ministro Wagner Rossi, que deixou a Agricultura após uma série de denúncias, Novais reiterou a intenção de continuar na cadeira.

O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), considerou o quadro de Novais insustentável, e condenou o convênio do órgão com o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável), que desviou R$ 3 milhões repassados para capacitação de pessoas para atividades turísticas no Amapá. O esquema derrubou o secretário-executivo, Frederico Silva da Costa.

Para o líder da Minoria, Paulo Abi-Ackel (MG), já passou da hora de instalar uma CPI para apurar tantas denúncias de corrupção no governo Dilma. “É um grave caso de crise política que prejudica o desenvolvimento do país. Os gabinetes na Esplanada estão paralisados.”

Autor do requerimento que convidou Novais, o deputado Fernando Francischini (PR) classificou o depoimento de evasivo. “As respostas não foram suficientes, principalmente no tocante a que ele deveria ter conhecimento do relatório do TCU que foi anterior à operação da PF”, afirmou.

Outro autor do convite, Otavio Leite (RJ) está convencido de que a situação na pasta é de abandono. “O Brasil vive um desgoverno no Turismo. Paralisado por conta das denúncias de corrupção e porque o governo não coloca recursos, além de não querer discutir a questão do setor. O Executivo também não fortalece a política pública de atração de turistas”, destacou.

O tucano Rui Palmeira (AL) contestou a necessidade de qualificar 1.900 no Amapá, sendo que em 2010 o estado recebeu pouco mais de 400 turistas estrangeiros e que os hotéis oferecem apenas 700 leitos. “Capacitar 1.900 pessoas já está escancarado que se trata de uma fraude, ou o ministro mostra total desconhecimento do que acontece ao seu redor.”

Nilson Leitão (MT) defendeu apuração dos fatos. “Houve desvio de dinheiro público e um conluio para que pudesse caminhar esse dinheiro para o bolso de meia dúzia, para empresas que só não são fantasmas, mas são totalmente irregulares para poder receber recursos.”

Desvio milionário

- A Operação Voucher, da Polícia Federal, prendeu 36 pessoas no último dia 9 acusadas de participarem de um esquema de corrupção no Ministério do Turismo. As suspeitas levantadas recaem sobre um convênio assinado pelo ministério e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura sustentável (Ibrasi). O Tribunal de Contas da União (TCU) constatou irregularidades no convênio que previa o repasse de R$ 4,4 milhões para qualificar 1.900 profissionais de turismo no estado do Amapá.

Veja outras declarações:

“Ao que nos consta há muito mais a ser informado. Sem dúvida nenhuma, a prisão de 36 é um forte indicativo de que o ministério realmente precisa passar por um pente fino.”

Deputado Vanderlei Macris (SP).

“Acho leviandade da parte dele, vir aqui na Câmara e não apontar exatamente o que está acontecendo dentro do ministério.”

Deputado Carlos Roberto (SP).

“Ele não apontou com clareza em que momento foi que esse esquema montado dentro do Ministério do Turismo começou. Não é possível imaginar que alguém há oito meses à frente do ministério não soubesse pelo menos o que estava acontecendo.”

Deputado Vaz de Lima (SP).

“Novais não respondeu absolutamente nenhuma das perguntas, das indagações. A revista Veja fez uma matéria exemplar, enorme, dando nomes, codinomes, dizendo dos problemas de ordem penal, criminal que existe no seu ministério.”

Deputado Ricardo Tripoli (SP).

“Existe uma quadrilha instalada no Ministério do Turismo que vem do governo passado. Governo que era administrado pelo PT e permaneceu. Ficamos estarrecidos quando o ministro diminui a gravidade da situação.”

Deputado Antonio Imbassahy (BA).