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22/06/2005 | Jornal O Fluminense

Um ano sem Brizola

Para marcar um ano da morte do líder político Leonel Brizola, a cúpula do PDT esteve ontem no Rio Grande do Sul, na cidade de São Borja, onde foram realizados um ato religioso e uma visita ao jazigo onde o fundador do partido está enterrado. No Rio de Janeiro, filhos, netos e bisnetos de Brizola participaram de uma missa na Igreja de São Benedito, no Centro, em que também estiveram presentes militantes do partido e o vice-prefeito da cidade, Otavio Leite.

´Tenho o dever pessoal de homenagear Brizola e o orgulho de ter convivido com ele em uma época romântica da política, a década da 80, período da anistia e do surgimento de vários partidos´, conta o vice-prefeito. ´Brizola foi um líder que dificilmente será superado na capacidade de mobilização´, pondera.

Para José Vicente, filho de Brizola, a liderança do pai faz falta nos dias de hoje.

´A maior qualidade de meu pai foi a coerência política e a honestidade. Se estivesse vivo, o PDT sairia fortalecido desta crise no governo federal e ele certamente teria condições de se candidatar a presidente da República´, destaca.

Para José Vicente, a legenda ainda não tem posicionamento claro frente aos recentes acontecimentos no governo petista. Mas Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, garante que o partido se coloca claramente como oposição a Lula.

´O PDT, junto com o PPS e possivelmente o PV, quer construir uma frente de esquerda alternativa ao atual governo´, afirma Lupi.