Seu browser não suporta JavaScript!

01/04/2002 | Jornal do Brasil

Um ato pelo futebol

Lei preserva campos de clubes de futebol e pelada

Fora dos gramados, o futebol carioca conseguiu uma vitória importante ontem à noite. Mais precisamente, no Palácio da Cidade. De caneta na mão, o prefeito César Maia sancionou o projeto que virou lei do vereador Otavio Leite (PSDB-RJ), preservando os campos de futebol do Rio de Janeiro.

Com a lei número 3.372, de Santa Cruz a Copacabana, 37 palcos, oficiais ou de pelada, de onde saíram alguns dos principais jogadores do país, ficam protegidos, não podendo sequer ser divididos em dois de soçaite, quanto mais negociados.

A medida afeta os pequenos e grandes clubes, como o Flamengo, que nos últimos anos sonhava em demolir a sede da Gávea e transformar o campo - onde pisaram craques como Domingos da Guia, Leônidas, Zizinho, Pelé, Garrincha, e foram formados craques como Zico, Gérson, Júnior e Leandro - num shopping center. ´Os campos ficam preservados, tornando-se áreas não-edificantes, a cidade fica preservada como celeiro de craques, e o lazer público não sofre prejuízos´, vibra Otavio Leite.

A idéia do vereador de preservar os campos começou quando via, pela TV, a partida da Seleção Brasileira contra a Colômbia, pelas Eliminatórias da Copa. ´O repórter disse ao locutor que não havia um carioca no time. Como pode isso?´

Silêncio - Dali em diante, o vereador, temendo pressões, preparou em silêncio o projeto, aprovado na Câmara por 25 a 0. ´O Bonsucesso estava vendendo o campo, de onde saiu o Leônidas da Silva, para um supermercado, e ia para São João de Meriti. O do Everest, que atende um milhão de habitantes, estava prestes a acabar´, disse Otavio Leite.