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13/11/2005 | Jornal O Dia

Um espera o outro

Indefinição nacional emperra candidaturas no Rio para Governo do estado, Senado e até deputado

A indefinição do cenário para a disputa da eleição presidencial ano que vem se reflete no quadro político fluminense. O PMDB optou por prévias em março para escolher quem disputará a Presidência da República. Com isso, o futuro do pré-candidato Anthony Garotinho continua mexendo com as chapas no Rio. Também sem bater o martelo quanto ao candidato a presidente, o PSDB busca uma aliança nacional com o PFL. Tucanos e pefelistas fluminenses costuram alianças, mas não fecham chapas à espera das executivas nacionais.

Aliados de Garotinho já reclamam da demora. Sem saber com quem poderão se coligar, candidatos de sua base de apoio a deputado não tem como formar suas dobradinhas para federal e estadual. A disputa pelo senado também é incerta.

Enquanto isso, PSDB e PFL namoram uma chapa. No entanto, paqueras de ambos os lados demonstram indícios de infidelidade. A maior parte ds tucanos quer a candidatura própria, mas aguarda o destino do prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL). Embora ele afirme que não disputará o estado, o acordo entre as legendas que resultou em sua eleição no ano passado, tendo como vice o tucano Otavio Leite, previa nova aliança. Sendo Cesar candidato, o PSDB abriria mão da cabeça de chapa. Caso o prefeito indique outro nome, a aliança de nopivado poderia ser tirada do dedo.

Indefinição sobre o ninho tucano no Rio e em São Paulo

´As alianças no Rio e em São Paulo, além de Bahia e Ceará, passarão por acordos nacionais´, afirma Otavio Leite. ´Não podemos ficar na dependência dos outros´, diz o deputado Luiz Paulo Correa da Rocha, que defende candidatura própria.

Indefinição também no caçula PRB, que reuniu a bancada evangélica originária da Igreja Universal, após saída do PL. O senador Marcelo Crivella é cotado para disputar o estado. O grupo quer criar uma nova frente política. ´Chega de Garotinho e Cesar , Cesar e Garotinho. Queremos uma terceira via´, alfineta o deputado estadual Leo Vivas, articulador político da legenda, em busca de aliados. No PP, a dúvida não incluiu nomes ao estado, mas ao senado. A legenda é cortejada tanto pelo PFL, quanto pelo PMDB. Sua exigência é a vaga ao Senado.