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25/05/2004 | Jornal Monitor Mercantil

US$ 450 milhões ao turismo do Rio

Investimento da ordem de US$ 2 milhões, sendo US$ 700 mil pelos expositores, US$ 500 mil pela Varig, US$ 350 mil pelos setor hoteleiro filiados Associação Brasileira da Indústria de Hóteis (ABIH) e US$ 150 mil pelas demais companhias aéreas participantes como, por exemplo, a TAP, Air France, Delta Airlines, Lufthansa, American Airlines e United.

Esse esforço concentrado na Brasilian Internacional Tourism Exchange - Brite 2004, que começou ontem no Riocentro, na sua quinta edição, tem por finalidade apresentar o Rio de Janeiro aos operadores estrangeiros que ainda não atuam no Brasil.

A previsão de retorno gira em torno de US$ 480 milhões em novos negócios para os próximos 5 anos, estima o vice-presidente da ABIH, Pedro Fortes.

Do valor total da previsão de retorno, segundo ele, o setor hoteleiro deverá ficar com cerca de 50% (US$ 240 milhões) dos recursos deixados no Estado.

´A Brite 2004 é um incentivo da ABIH. É um programa de vendas para o Rio de Janeiro e para o país, que irá funcionar no exterior. É uma iniciativa para não deixar o estado no esquecimento.

Hoje (ontem), o presidente Lula assina um convênio na China que eleva o país a preferencial.

Atualmente, o chinês só viaja em missões oficiais. Com o convênio, ele poderá viajar quando quiser para o Brasil, ou seja, por iniciativa própria. E isso é mais um dado que soma a Brite´.

Pedro Fortes fez questão de frisar que o Brasil de hoje não é divulgado no exterior. Por isso considera a Brite é de fundamental importância. Acrescentou que, atualmente, o Brasil responde apenas por menos de 1% dos deslocamentos turistas estrangeiros. ´Isso é muito pouco. O Brasil, em 2003, recebeu 4 milhões de turistas. A França, em ordem de grandeza, recebeu oito vezes mais´.

Estado cria incentivos

O deputado estadual Otavio Leite (PSDB) ressaltou ao Monitor Mercantil que a Brite 2004 é um grande esforço para atrair turistas para o Estado do Rio e conta com o apoio da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para estimular ainda mais as companhias de turismo a desenvolver ações no Rio.

´Conseguimos aprovar no ano passado um projeto que reduz a alíquota de ICMS de 21% para 15% para o querosene de avião. Isto é mais um incentivo, uma vez que reduz o custo de operação. O combustível representa 25% do custo total´, comentou.

O diretor-executivo da Brite 2004, Gerald Bourgeaiseau, fez questão de deixar bem claro que o evento visa vender as diversidades que o país tem a oferecer para potenciais compradores estrangeiros que normalmente não vendem o Brasil.´A nossa perspectiva é muito boa. Só o fato de termos 400 operadores internacionais de diversos países já comprava o sucesso. Se não fosse, eles (operadores) não viriam ao evento e não perderiam tempo. Esse é o primeiro ponto positivo´, comentou, acrescentando que o evento poderá contribuir com um aumento de 1,5 no setor turístico do país. ´A feira é uma esfera aonde um negócio é iniciado para ser concretizado no futuro´.