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26/10/2009 | Rede Bom Dia ("Bom Dia Sorocaba")

Vendas de discos nas lojas caíram 58% em cinco anos

Em cinco anos, a indústria fonográfica no Brasil viu as vendas de CDs e DVDs despencarem.

De 2002 a 2007 – último balanço disponível pela ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos), o número de discos comercializados caiu de 75 milhões para 31,3 milhões.

Consequentemente, o faturamento também desabou. Em 2002 as gravadores venderam R$ 726 milhões em discos. Cinco anos depois esse valor foi de R$ 312,5 milhões. (Veja quadro acima).

Nos últimos dez anos o buraco é ainda maior. O setor fonográfico brasileiro encolheu mais de 70%, passando de um faturamento anual total de aproximadamente R$ 1,377 bilhões, em 1997, para R$ 359,9 milhões em 2008.

Ainda segundo a ABPD, o Brasil já ocupou a sexta posição no ranking mundial dos países que mais vendem música e hoje está com a décima primeira colocação. O motivo principal seriam as piratarias física e digital.

Do total de CDs e DVDs musicais vendidos em 2007, 77% corresponderam às vendas de repertório nacional – que estariam isentos de impostos caso a PEC da Música seja aprovada pelo Congresso – , enquanto 20% são de repertório internacional e os 3% restantes equivalentes às vendas de música clássica.

“Quando eu contrato uma operadora de telefonia com um pacote de músicas, ali incide 35% de imposto. Então, com um alívio da carga tributária teremos mais possibilidade de os nossos artistas serem ouvidos pelos brasileiros”, defende o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), um dos autores da PEC.

Na internet, comércio de música cresce

Os números oficiais comprovam que o consumidor está procurando outros formatos de músicas enquanto deixa nas prateleiras das lojas os CDs e DVDs originais.

A venda de música digital aumentou 185% em apenas um ano, chegando a R$ 24,3 milhões em 2007. Em 2006 esse mercado rendeu R$ 8,5 milhões.

Só o comércio pela internet cresceu 1.619% nesse período – o único disponível para comparação. Os downloads pagos de músicas pela rede mundial de computadores passou de R$ 334 mil para R$ 5,7 milhões em um ano.

O crescimento de música nos celulares foi menor, mas não menos impactante no mercado. Esse setor saiu de um faturamente de 8,1 milhões em 2006 para R$ 18,5 milhões em 2007, 127% a mais. Os celulares representavam há dois anos 76% do total das vendas digitais no Brasil contra 24% da internet.

Uma pesquisa da Ipsos Insight, empresa de pesquisa de marketing, constatou que 8,2% da população pesquisada, o que corresponde cerca de 2,9 milhões de pessoas, baixaram música na internet no ano de 2005, contabilizando quase 1,1 bilhão de canções sendo baixadas.

Segundo a ABPD, se esses downloads fossem feitos de forma legalizada, a indústria fonográfica teria arrecadado mais de R$ 2 bilhões.

Do universo de pessoas que admitiram baixar música na rede mundial de computadores, 4,2% confirmaram que gravaram ao menos um CD em casa.

Isso representa aproximadamente 52 milhões de discos gravados em 2005, 13% a mais que os CDs originais vendidos durante os 12 meses daquele ano.