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18/09/2012 | Portal R7

Vou investir mais R$ 500 milhões por ano em educação, diz Leite

Ter duas professoras em sala de aula durante o período de alfabetização é uma das principais propostas do candidato à Prefeitura do Rio pelo PSDB, Otavio Leite. De acordo com o deputado federal, sua proposta é uma necessidade para o sistema de ensino carioca. Durante a sabatina da Record News, na noite desta terça-feira (18), o tucano afirmou que tornará a ideia viável investindo por ano R$ 500 milhões a mais na educação.

— O município não investe os 25% de toda sua verba em educação, o que é obrigatório. Eu vou fazer isso. E com R$ 500 milhões a mais por ano vamos colocar dois professores por sala durante a alfabetização. Se uma professora não dá conta de 30, 40 alunos, temos de colocar outra.

Vice-prefeito na última gestão César Maia, entre 2005 e 2008, Otavio Leite reafirmou ter recebido uma “caneta sem tinta”. E é nisso que o candidato se escora quando o assunto é a polêmica e dispendiosa Cidade da Música.

— Eu não tinha força. Me deram uma caneta sem tinta. Então, eu não participei da construção da Cidade da Música. Mas tenho uma solução para ela. Vou abrir uma licitação internacional. Hoje, o espaço consome cerca R$ 40 milhões por ano só com manutenção.

Opositor declarado do governo de Eduardo Paes,Otavio Leite admite manter os projetos relacionados ao BRT. Entretanto, apontou deficiências no que diz respeito à acessibilidade. O candidato lembrou ainda que a solução para o transporte do Rio “está nos trilhos”.

O tucano, mais uma vez, atacou os investimentos da atual gestão em publicidade. De acordo com o candidato, foram gastos mais R$ 160 milhões ao longo dos últimos três anos e meio.

— Isso é um excesso. Esse dinheiro deveria ser utilizado em setor que estão carentes.

Embora o tema não seja sua principal bandeira, Otavio Leite se dedicou a frisar ideias de sustentabilidade para a capital fluminense. Ele criticou a baixa capacidade de reciclagem do lixo carioca — apenas 3% é reaproveitado — e disse que ampliará o sistema de coleta seletiva.

Crédito da foto: Divulgação/ Marcelo de Mattos