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08/09/2012 | Ascom Otavio Leite

Zona Oeste quer melhorias nos serviços públicos da região

O candidato à prefeitura carioca Otavio Leite visitou durante a manhã, e em parte da tarde deste sábado, três bairros da Zona Oeste: Santa Cruz, Campo Grande e Bangu. Ele estava acompanhado da militância e de alguns candidatos a vereador, e fez corpo a corpo nos calçadões dos três bairros. Leite ouviu muitas queixas da população, principalmente referentes à área de saúde e ao sistema de transportes da região, além de pedidos por mais qualidade no ensino das escolas e vagas para as mães que precisam de creches para deixar os filhos e poderem trabalhar.

A funcionária de uma escola particular Nilda Arruda, de 42 anos, moradora de Santa Cruz foi uma que mostrou insatisfação com a rede de saúde: ”Estou há mais de dois meses querendo uma consulta com um dermatologista e nada. Fui ao posto de saúde, mas me mandaram para a Clínica da Família, de lá me mandaram para o Hospital de Acari. Novamente me mandaram para o posto, é muito difícil”, disse. O drama do autônomo Nilton de Assunção, de 48 anos, e morador da Jaqueira, em Santa Cruz, é mais grave. Ele perdeu um filho, aos 11 anos de idade, por problemas no atendimento médico na região, “ele morreu por descaso, sem ser atendido. Quando finalmente apareceu um médico, ele já estava morto”, lamentou.

Outro caso que chamou à atenção, foi o da moradora de Senador Camará, Nilda Félix da Silva, de 55 anos, que estava acompanhada da filha Tatiane da Silva, de 28 anos, e dos dois netos, Pietro, de 2 anos e Eloá, de 9 meses: “A Eloá está com alergia e, por isso, procuramos a UPA do Cesarão, mas não tinha pediatra e nos mandaram voltar da porta e procurar a UPA de Campo Grande. Lá também não tinha pediatra e no Rocha Faria, onde também passamos, foi a mesma coisa.” As duas continuavam a busca e disseram que iam tentar atendimento em Padre Miguel: “É sempre assim, essa peregrinação. Vamos agora para a UPA de Padre Miguel e se não conseguirmos nada, vamos tentar a sorte no Olivério”, conformou-se Nilda.

Para a auxiliar de serviços gerais Janaína Faria Mendes, de 38 anos, a situação de Campo Grande está muito ruim, pois não existe uma oferta de transportes suficiente para atender à população com dignidade, e as clínicas da família, segundo ela, são muito bonitas, mas não têm médicos: ”De que adianta tudo novo e bonito se não tem ninguém para atender. A Zona Oeste está pedindo socorro! O Rocha Faria já está sobrecarregado demais”, afirmou.

A dona de casa Luana Mendes da Silva, de 51 anos, também se queixou do atendimento de saúde na região: “Está tudo horrível. Não têm médicos nos hospitais, eles botam acadêmicos para nos atender. Além disso, sou hipertensa e já fui no posto, no Rocha Faria e na UPA, mas não consigo um cardiologista para me examinar”.

Segundo Otavio Leite, os relatos da população só reforçam as suas propostas para a saúde da cidade: “As pessoas estão se sentindo desassistidas, abandonadas pelo poder público. Essa resposta das ruas só reforça a minha ideia de construir uma faculdade de medicina na região e transformar a o sistema em rede municipal de saúde e ensino”, conclui.

Crédito da foto: Marcelo de Mattos